quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FMI? O mais rápido possível!


Na minha sincera opinião acho que o FMI já devia ter vindo a Portugal colocar alguma ordem nesta barafunda!
Digo isto porque ao ver os joguinhos entre PS e PSD chego à conclusão que o país cada vez mais está a “enterrar-se” e a aproxima-se perigosamente do fundo do poço!
Quando é que o Sr. Primeiro-Ministro vai deixar de pensar que é o dono da verdade, de ser arrogante e vai ter a humildade de pedir ajuda para o problema que estamos a enfrentar?! Porque é do que se trata…Pedir ajuda! E isso não tem que nos envergonhar. Eu pelo menos não me sentiria envergonhado por pedir ajuda ao FMI e penso que os portugueses também não se deveriam sentir envergonhados com essa possibilidade.
Há quem diga: “pedir ajuda ao FMI é o mesmo que dizer que não conseguimos resolver os nossos problemas”. Não concordo. A verdade é que fomos descuidados, ou melhor, os sucessivos governos é que não tomaram a devida atenção às contas públicas. Talvez ainda acreditando que D. Sebastião iria regressar de Alcácer-Quibir com umas toneladas de um tesouro qualquer!
Ainda há quem acredite que pedindo ajuda ao FMI é este que vem governar o país. Nada de mais errado. Para começar, e contextualizando, o FMI não intervém por iniciativa própria. O governo é que tem de elaborar uma “carta de intenções” onde explica o que se propõe fazer em contrapartida do financiamento obtido. Após o FMI analisar a proposta irá negociar com o governo as medidas que acha serem as adequadas para resolver o problema e sem as quais não haverá empréstimo. Depois de a “carta de intenções” ser assinada, o FMI envia uma equipa de peritos para supervisionar o cumprimento das medidas acordadas.
Para reforçar uma ideia anterior, eu acredito que temos bons técnicos no nosso país, mas nenhum deles tem a experiência que os técnicos do FMI têm em matéria de crise e de redução da dívida pública. E mais do que isso, o FMI não teria problema em tomar medidas impopulares e que mexessem com os interesses instalados, ao contrário do governo, que não tem coragem para o fazer com receio de perder votos e apoios. Dando um exemplo, como é possível termos cerca de 14.000 institutos públicos onde estão colocados muitos dos “amiguinhos” dos dois maiores partidos portugueses?!
Também há quem diga que as medidas que o FMI propõe são muito duras! Sim, é verdade. Basta recordar as duas anteriores intervenções do FMI no nosso país, em que as medidas adoptadas foram violentas e os portugueses sentiram dificuldades no dia-a-dia. Mas também é verdade que a economia recuperou rapidamente e até conseguimos, na segunda vez (em 1983) alcançar mais do que os objectivos definidos.
E agora eu pergunto: é preferível enfrentarmos as medidas duras de uma só vez e estarmos alguns anos, quem sabe alguns meses, a passar por dificuldades; ou, por outro lado, estas medidas irem sendo tomadas a “conta-gotas” e ficarmos em dificuldades por algumas décadas? É que continuando pelo caminho que vamos é assim que será, isto é, estamos a ir de PEC em PEC até à “destruição final”!
É bem verdade que o FMI pode ter os seus interesses económicos e financeiros, mas também é verdade que um acordo com o FMI traria vantagens externas, dando confiança aos mercados externos sobre a economia portuguesa e fazendo com quem os juros da dívida baixassem. Mais uma vantagem!
Para terminar, e adaptando o título “Orgulhosamente sós na saída da crise” de um artigo publicado no JN do passado dia 28 de Novembro, alterá-lo-ia para “Estupidamente sós na tentativa de saída da crise”. Porque é o que está a acontecer…Uma tentativa infrutífera de pôr termo a esta crise!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Para quando uma mudança de mentalidade?!


Era uma vez um povo que vivia ali juntinho ao Oceano Atlântico, no oeste do velhinho Continente Europeu.
No início da sua existência, esse povo viveu tempos de grandes glórias e conquistas. Nesses tempos de glória, esse povo tinha orgulho em pertencer à sua nação e não tinha vergonha de o dizer!
Mas após esses tempos caiu num sono profundo, que fez com que se criassem certos (maus) hábitos. Enumerando apenas alguns desses (maus) hábitos…’viver acima das suas capacidades’; ‘fugir a sete pés do pagamento de impostos’; ‘trabalhar o menos possível e obter o máximo possível’; ‘desinteresse geral pelo que se passa no país’…Ou seja, é um povo “laissez-faire” e onde impera “a lei do menor esforço”!
Claro que esta mudança negativa de mentalidade demorou um certo tempo a instalar-se… Tal como uma futura mudança positiva demorará! Isto é, certamente que não se espera que de hoje para amanhã estes (maus) hábitos deixem de existir, nem que sejam os elementos mais antigos do povo a ter esta iniciativa. Têm que ser os elementos mais jovens, usando a sua natural inconformidade e irreverência, a fazer esta mudança…Para que se volte a ter orgulho de pertencer a este povo e para que não se tenha vergonha de o afirmar convictamente!
Contudo, enquanto esta mudança positiva de mentalidade não se verificar, e “plagiando” um famoso provérbio: “Cada povo tem aquilo que merece!”. Por isso, em vez de este povo se estar sempre a queixar do seu triste destino e de só querer tirar proveito da sua nação, tem é que começar a esforçar-se por oferecer ao seu país o que tem de melhor e assim construir um futuro mais sorridente!
Para terminar e para que não hajam dúvidas, sim!, este povo é mesmo o Povo Português!

Nota: Artigo publicado no jornal Alternativa do mês de Novembro.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ALARMADO!

Apesar de este texto já ter sido escrito à alguns meses, penso que ainda se mantêm actual (texto publicado no Jornal Alternativa no mês de Maio):



Estou preocupado com o aumento da criminalidade no nosso concelho – Gondomar!
Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna a criminalidade participada (isto é, aquela que é objecto de apresentação de queixa junto das forças policiais) no distrito do Porto subiu 6,9% em 2009, sendo que um dos concelhos mais problemáticos é Gondomar. (Fonte: Jornal de Notícias, 27-03-2010).
Os crimes mais frequentes são o furto e o roubo. Isto confirma-se com as mais recentes notícias:
·         “A caixa multibanco da J.F. de Sebolido foi assaltada (…). Na mesma noite, o mesmo grupo terá assaltado duas outras ATM, em Vila Cova e Fânzeres, no concelho de  Gondomar. “ Fonte: Jornal  TVG, 29-03-2010
·         “Quatro indivíduos encapuzados  e armados assaltaram hoje de manhã um casal de ourives de Gondomar, quando este se preparava para se deslocar para a feira.” Fonte: Diário Digital, 25-03-2010
·         “A estação dos CTT de S. Pedro da Cova, Gondomar, foi ontem de manhã assaltada por três indivíduos encapuzados.” Fonte: Diário de Notícias, 30-03-2010
·         “Quatro encapuzados armados assaltaram a confeitaria Doce Miragem, em Fânzeres, Gondomar, de onde levaram mais de três mil euros do dinheiro do Euromilhões e do apuro do dia de anteontem.” Fonte: Correio da Manhã, 4-05-2010
·         “Na hora de fecho do registo do Euromilhões, na sexta-feira da semana passada, dois encapuzados assaltaram a papelaria São José, em Rio Tinto, Gondomar.” Fonte: Correio da Manhã, 4-05-2010
Mas esta é apenas uma análise quantitativa. Há que fazer uma análise qualitativa. Isto é, é necessário reflectir o porquê destes números. Uma das razões que salta logo à vista de todos é a crise económica e o desemprego que atinge o distrito do Porto e, em particular, o nosso concelho. Mas não nos podemos limitar a tirar esta evidente conclusão; é necessário aprofundar esta reflexão para determinar as razões mais significativas para esta situação.
E claro está, não é só analisar, é preciso que se discutam e se apliquem medidas práticas para prevenir e/ou reduzir esta situação preocupante. Uma dessas medidas será naturalmente o aumento do número de efectivos da PSP e GNR, juntamente com uma melhor redistribuição das forças policias pelos locais onde a criminalidade tem aumentado.
Além da preocupação natural por a criminalidade estar a aumentar, o outro motivo que me levou a escrever este texto foi o facto de o mês passado ter sido Abril que significa (ou deveria significar!) para os portugueses LIBERDADE. E a mim sempre me disseram: “A tua liberdade acaba quando começas a interferir com a liberdade de outra pessoa”; ou se preferirem: “A liberdade de uma pessoa acaba onde começa a liberdade de outra”. E como é que podemos gozar a nossa liberdade se no percurso para o nosso local de trabalho ou até mesmo nesse local, alguém decide interferir com a nossa liberdade?!; ou se quando estamos a gozar algum do nosso tempo livre, seja em casa ou fora dela, a nossa liberdade é colocada em causa por outra pessoa?!
Certamente algo sobre o qual a nossa sociedade terá de reflectir seriamente, acreditar na mudança e agir, não se limitar a observar!

IRRITA-ME!

Imaginem que estão numa sala de aula...Estão a assistir a uma qualquer disciplina e até estão a gostar da matéria leccionada...Querem estar atentos para tentar captar o máximo de informação possível...E agora imaginem que está alguém - atrás, à frente ou ao vosso lado - que passa a aula toda a falar com outra(s)...O que é que vos passa pela cabeça?!
Pois é! Certamente que não ficam muito satisfeitos! Eu pelo menos não fico!
Mas o que me espanta nisto é que estamos a falar de alunos que estão num Mestrado. E pensava eu que as aulas do Mestrado iam ser diferentes das da Licenciatura ou do Secundário...Sem estas interferências!
Eu se quiser conversar fico num dos bares que a faculdade dispõe ou vou até outro local...Não vou para a aula falar sobre "casas dos segredos", "big brothers" e afins! Será que as pessoas que fazem isto não têm "dois dedos de testa" e não entendem que estão a perturbar, não só quem está a tentar estar atento, mas também quem está a tentar transmitir algum conhecimento?!
Fica aqui este meu desabafo...Pode ser que sirva para dar alguma "consciência" a algum destes elementos perturbadores!