quinta-feira, 5 de maio de 2011

Festejos por um derrame de sangue!


Sabem aqueles senhores (e senhoras) que andam porta-a-porta a anunciar a chegada do apocalipse – e a tentar angariar mais elementos que contribuam (financeiramente!) para o ser “rebanho”?!
Eu não sou nada religioso, mas terão eles razão quando dizem que a Humanidade está perdida?! Infelizmente, cada vez mais concordo com isso!
E digo isto porque assisti com (não muita, mas alguma) admiração aos comentários e festejos que se fizeram após a (suposta!) morte de Osama Bin Laden.
Quem é que no seu perfeito juízo pode ficar sequer contente com um derrame de sangue?!
Sei que irão dizer que ele é responsável pela morte de milhões de inocentes! Que pessoas como ele não se podem considerar “gente”! Mas, quer se queira quer não se queira, ainda continua a ser um ser humano!
Se fiquei triste pela sua morte? Não! Mas também não fiquei feliz.
Chamaram-lhe extremista…E eu concordo totalmente!
Mas um extremista não é só aquele que é partidário do extremismo, também o é quem não admite meios-termos. E neste segundo caso enquadram-se todos aqueles que rejubilaram ao saber da morte de Osama Bin Laden.
Porque o mundo não é só a preto e branco…Existem igualmente alguns tons de cinzento. E é preciso lembrarmo-nos disso…Para o bem da Humanidade.

Liderança Exige-se


Estava eu, um dia destes, a ler o livro O Anjo Branco de José Rodrigues dos Santos quando me deparei com a seguinte expressão: “Este país não se endireita se não houver pessoas que dêem o exemplo. A liderança exerce-se dando o exemplo.”.
E no contexto actual em que o nosso país se encontra não poderia concordar mais com tais palavras.
Se, por um lado, quem está no poder tem o direito de pedir que todos os portugueses tenham paciência com a actual situação e que contribuam para que se saia desta crise; por outro lado, não terão os cidadãos direito de pedir a mesma contenção por parte de quem está no poder?
Até sou da opinião que todo e qualquer cidadão deverá, na medida do possível, contribuir para que o país ultrapasse esta crise contínua. E não estou a falar só em termos monetários, mas também com ideias, ou qualquer outro contributo, que possa ajudar o país.
Mas também penso que quem está no poder tem que ter a mesma atitude, em vez de pensar apenas nos da sua classe! Evocando outra frase, desta feita do filme Homem-Aranha, “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.
E é por isso que quem governa este país deveria estar a governá-lo para o interesse de todos os cidadãos portugueses e não apenas para o de alguns. Não existem cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª. Somos todos portugueses, e a todos deverá ser pedida a sua contribuição!
Por isso, eu EXIJO que quem está no poder dê o exemplo, em vez de pedir aos cidadãos que sejam apenas eles a fazê-lo!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Votar: Direito ou Dever?!


Será o acto de votar apenas um direito consagrado aos cidadãos de um país? Na minha opinião a resposta a esta pergunta é um claro NÃO!
Votar é muito mais que um direito; é um dever de todos os cidadãos para com o seu país!
Fico sempre desapontado e desolado quando verifico as taxas de abstenção em actos eleitorais no nosso país. Porque para mim é difícil perceber como é que há tanta gente a não querer saber do destino do seu país. E digo isto porque considero que uma pessoa que não vai exercer este direito que possui é porque não está interessado em que mãos está o futuro do país, o seu próprio futuro.
Até compreendo que essas pessoas não estejam satisfeitas com os políticos e respectivos partidos que existem no país. Mas para isso há a possibilidade de votar “em branco”, ou seja, não escolher nenhum dos candidatos. Quando entendo que nenhum dos candidatos tem, segundo a minha opinião, as capacidades/competências para o lugar em questão, voto em branco. Mas vou votar, não deixo de o fazer!
E votar “em branco” ou não ir votar não é a mesma coisa?! Pois está claro que não! Para além das razões apontadas anteriormente, há “uma” razão para se ir votar e que infelizmente a maioria das pessoas se esquece: aquela que tem a ver com o modo de como o direito de votar foi conquistado pelos nossos antepassados, não muito longínquos.
É que só após o 25 de Abril de 1974 e com a Constituição Portuguesa de 1976 é que o voto se tornou verdadeiramente universal, ou seja, todos os cidadãos maiores de 18 anos adquiriram o direito a votar. Até então o direito de voto dependia ora do grau de instrução, ora dos rendimentos, ora do género dos cidadãos.
Por isso, é necessário explicar aos jovens – e relembrá-lo aos “menos jovens” – a evolução do direito de voto em Portugal, para que entendam que já houve cidadãos que gostariam de ter uma palavra a dizer em relação ao futuro do país, mas que não o puderam fazer porque não estavam autorizados a votar.
Existem países em que o voto é obrigatório, existindo sanções para quem não for votar. Mas penso que esse não é o caminho a seguir, porque se assim fosse haveria quem votasse ao acaso, sem opinião devidamente formada. O que é preciso é consciencializar os cidadãos de que o voto é um dever cívico e de cidadania e da sua importância para o destino do país.
Para terminar só gostaria de (re)lembrar que o voto, em democracia, é uma importante “arma” para sancionar as políticas e os governantes, e assim contribuir para a mudança!

Alunos: Direitos (e Deveres!)


Fico sempre contente quando vejo os jovens alunos a unirem-se para lutarem por aquilo a que têm direito. Só não me conformo que só se unam para fazer valer os seus direitos!
Para quando uma manifestação “contra aqueles que perturbam as aulas” ou “a favor do dever de respeitar os professores, funcionários e colegas”?!
É que a maioria dos alunos que aderem às manifestações são alunos que só se preocupam com o cumprimento dos seus direitos e pouco se importam com os deveres que devem respeitar!
Mas não pode ser assim! Adaptando uma famosa frase: juntamente com os direitos vêm grandes responsabilidades! Desde logo a responsabilidade de saber quais são os seus deveres e de respeitá-los.
Porque um aluno não pode exigir que o tratem como tal, se vai para o seu local de trabalho – a escola – perturbar o seu normal funcionamento! Seja dentro da sala de aula ou nos restantes locais da escola. A estes eu chamo “hooligans estudantis”!
A escola deve (ou deveria!) ser um local sagrado. E digo isto, não com carácter religioso, mas porque acredito que a escola deve ser um local onde se possa aproveitar tudo o que esta tem para oferecer. E isto não é possível quando existem elementos perturbadores e os restantes não fazem nada para contrariar isso.
Por isso deixo aqui um desafio a todos os jovens alunos, não só do nosso concelho, mas de todo Portugal: organizem uma manifestação a favor de que todos os alunos cumpram com os seus deveres para com a escola!