quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Votar: Direito ou Dever?!


Será o acto de votar apenas um direito consagrado aos cidadãos de um país? Na minha opinião a resposta a esta pergunta é um claro NÃO!
Votar é muito mais que um direito; é um dever de todos os cidadãos para com o seu país!
Fico sempre desapontado e desolado quando verifico as taxas de abstenção em actos eleitorais no nosso país. Porque para mim é difícil perceber como é que há tanta gente a não querer saber do destino do seu país. E digo isto porque considero que uma pessoa que não vai exercer este direito que possui é porque não está interessado em que mãos está o futuro do país, o seu próprio futuro.
Até compreendo que essas pessoas não estejam satisfeitas com os políticos e respectivos partidos que existem no país. Mas para isso há a possibilidade de votar “em branco”, ou seja, não escolher nenhum dos candidatos. Quando entendo que nenhum dos candidatos tem, segundo a minha opinião, as capacidades/competências para o lugar em questão, voto em branco. Mas vou votar, não deixo de o fazer!
E votar “em branco” ou não ir votar não é a mesma coisa?! Pois está claro que não! Para além das razões apontadas anteriormente, há “uma” razão para se ir votar e que infelizmente a maioria das pessoas se esquece: aquela que tem a ver com o modo de como o direito de votar foi conquistado pelos nossos antepassados, não muito longínquos.
É que só após o 25 de Abril de 1974 e com a Constituição Portuguesa de 1976 é que o voto se tornou verdadeiramente universal, ou seja, todos os cidadãos maiores de 18 anos adquiriram o direito a votar. Até então o direito de voto dependia ora do grau de instrução, ora dos rendimentos, ora do género dos cidadãos.
Por isso, é necessário explicar aos jovens – e relembrá-lo aos “menos jovens” – a evolução do direito de voto em Portugal, para que entendam que já houve cidadãos que gostariam de ter uma palavra a dizer em relação ao futuro do país, mas que não o puderam fazer porque não estavam autorizados a votar.
Existem países em que o voto é obrigatório, existindo sanções para quem não for votar. Mas penso que esse não é o caminho a seguir, porque se assim fosse haveria quem votasse ao acaso, sem opinião devidamente formada. O que é preciso é consciencializar os cidadãos de que o voto é um dever cívico e de cidadania e da sua importância para o destino do país.
Para terminar só gostaria de (re)lembrar que o voto, em democracia, é uma importante “arma” para sancionar as políticas e os governantes, e assim contribuir para a mudança!

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